quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

FEVEREIRO - MÊS DOS AFETOS

A partir da leitura do livro "Dá-me Um abraço" de Jhon A. Rowe, os alunos deram lardas à imaginação.




quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Conto do mês de janeiro - O BOLO-REI


O bolo-rei tomava-se muito sério. Não havia discussão: ele era o rei dos bolos.
Como tal, quando lhe caiu uma passa da coroa, ordenou ao bolo-inglês:
– Traz-me essa passa de volta.
O bolo-inglês fez-se desentendido e respondeu:
– Sorry! I don't understand...
O que queria dizer na dele que pedia desculpa, mas não tinha entendido.
Então, o bolo-rei virou-se para um bolo de natas e deu a mesma ordem. Queria, outra vez, a passa a ornamentar-lhe a coroa.
O bolo de natas tinha uma fala atrapalhada, por causa do excesso de natas.
– Flá, plefe, pflu, pfló...
Não se percebia nada.
O bolo-rei, muito irritado, ordenou ao bolo de amêndoa, que lhe respondeu:
– Também a mim me caiu uma amêndoa torrada e não me queixo.
O bolo-rei, cada vez mais exasperado, deu a mesma ordem a um pudim de gelatina, mas o pudim de gelatina era muito frágil, muito nervoso e só tremeu, tremeu, incapaz de dizer ou fazer o que quer que fosse.
– São uns rebeldes estes meus súbditos – concluiu, numa grande exaltação, o bolo-rei. – Condeno-os a que sejam todos cortados às fatias.
E assim aconteceu. Mas nem o bolo-rei escapou.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

De que cor são as tuas palavras?

Para cada um, as palavras têm cores e significados muito próprios. Aqui ficam alguns exemplos dessas cores e significados
3.º D - E.B. de Montes da Costa


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Os Direitos da Criança vistos pelos alunos

Direitos das Crianças

É ter uns pais que lhe dão amor.
É ter sempre alguém ao lado para ajudar.
É ter uma família que nos acolhe.
É ter uma casa para viver.
Ir todos os dias para a escola.
Não ser mal tratado pelos outros.
Ser tratado quando está doente.
Ter horas para brincar.
Ser feliz!

Escola Básica Mirante de Sonhos - 2º G






segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Conto do mês de novembro - Egoísmo

Chove: a velha raposa está no seu esconderijo. Mas não está só; rodeiam-na as suas três filhas que querem sair mesmo a chover. E a velha raposa, de um lado para o outro, trabalhadora, inquieta, vigiando as maldades das filhas, acabou por se cansar e sentou-se molengona a abrir a boca e a fechar os olhos.
— Mãe, conta-nos uma história; mas não uma história moral; está a chover e quando há chuva, a moral não sai muito limpa…
— Disparates! – respondeu a mãe. — Uma história sem moral é uma capoeira sem galinha. Vou, pois, contar uma história, mas é preciso que as meninas estejam com atenção:
Era uma vez uma nossa parenta que possuía a mania de colecionar só objetos brilhantes: pedaços de cristal, metais, esmaltes, e em poucos meses a casa dela era um verdadeiro museu variado e valioso. E quando alguém lhe passava ao pé da porta, só de pálpebras cerradas poderia resistir a tanto brilho ali concentrado. A colecionadora mal comia. Alimentava-se a olhar para os diamantes brancos e azuis, que eram os que ela mais distinguia na sua paixão pelos brilhos. Mas, uma noite de inverno, choveu tanto, tanto, tanto, que o mundo quase se desfazia alagado em tanta chuva. Uma noite, não; enganei-me: foram três dias e três noites, fechada, sozinha, sem alimentos, e sem poder consegui-los...
— Morreu de fome, já se vê! – disse a filha mais novinha.
— Não – respondeu a raposa. — Pôs-se a gritar e ouviram-na. Ao cabo de algum trabalho, lá conseguiram chegar ao famoso esconderijo e socorreram-na como foi possível: dois frangos por sete lascas de brilhantes, outras trocas assim. Mas salvou-se, e era o importante.
— É perto daqui, minha mãe? – perguntou a do meio.
— Ainda que esteja perto, ainda que lhe toquemos com o dedo, tudo quanto não é nosso está na Lua, entendeste?
Os Contos de António Botto

Marginália Editora, s/d